Longevity & AgingArtigo CientíficoAcesso Aberto

Extravasamento de Azul de Metileno Durante Paratireoidectomia Revela Lacuna Crítica de Segurança

Um relato de caso do Surrey and Sussex NHS Trust destaca os riscos da extravasação de azul de metileno na mão e no antebraço durante cirurgia de paratireoide.

domingo, 7 de junho de 2026 1 visualização
Publicado em Anaesth Rep
A gloved surgeon's hand near an open neck surgical field, with a blue-stained IV cannula site visible on a patient's forearm under bright OR lights.

Resumo

Este relato de caso do Surrey and Sussex NHS Trust descreve um incidente em que o azul de metileno — utilizado intraoperatoriamente para identificar o tecido paratireoidiano — extravasou para a mão e o antebraço de uma paciente submetida à paratireoidectomia. Os autores detalham o manejo clínico adotado, comparam sua abordagem a casos semelhantes publicados na literatura e ressaltam a ausência de diretrizes nacionais padronizadas para o manejo de tais complicações. O azul de metileno é um corante utilizado off-label em cirurgias de paratireoide para auxiliar na identificação das glândulas, mas seu extravasamento pode causar lesão tecidual local. O caso evidencia a importância do monitoramento rigoroso do acesso intravenoso durante a administração e os autores defendem o desenvolvimento de protocolos formais para orientar os clínicos quando esse evento adverso ocorrer.

Resumo Detalhado

O azul de metileno é ocasionalmente utilizado como adjuvante intraoperatório durante a paratireoidectomia para auxiliar os cirurgiões na identificação visual do tecido paratireoidiano, aproveitando sua captação seletiva por essas glândulas. Embora geralmente considerado útil, sua administração apresenta riscos — particularmente quando administrado por via intravenosa através de uma cânula periférica que pode não estar totalmente pérvia.

Este relato de caso do Departamento de Anestesia e do Departamento de Cirurgia de Ouvido, Nariz e Garganta do Surrey and Sussex NHS Trust descreve um paciente que apresentou extravasamento de azul de metileno na mão e no antebraço durante uma paratireoidectomia eletiva. O extravasamento foi identificado no período perioperatório, o que motivou intervenção clínica imediata. Os autores descrevem as etapas de manejo adotadas, que incluíram cuidados locais com a ferida e monitoramento de sinais de lesão tecidual, como necrose ou síndrome compartimental.

Comparando seu caso a relatos publicados anteriormente, os autores observam que o extravasamento de azul de metileno é uma complicação reconhecida, porém incomum, com desfechos que variam desde manchamento e irritação leves até lesão tecidual significativa que requer desbridamento cirúrgico. As propriedades citotóxicas e oxidativas do azul de metileno em altas concentrações locais podem causar danos aos tecidos moles, tornando o reconhecimento e o manejo precoces essenciais.

Uma preocupação central levantada pelos autores é a ausência de diretrizes nacionais padronizadas no Reino Unido para o manejo do extravasamento de azul de metileno especificamente no contexto cirúrgico. Embora existam protocolos gerais de extravasamento para agentes quimioterápicos, nenhum referencial equivalente aborda esse corante na cirurgia de paratireoide. Essa lacuna significa que as equipes clínicas podem responder de forma inconsistente, potencialmente retardando o cuidado adequado.

Os autores defendem o desenvolvimento de protocolos claros e baseados em evidências que estabeleçam as etapas para o manejo imediato — incluindo elevação do membro, aspiração, uso de hialuronidase quando apropriado e critérios para encaminhamento a especialistas — a fim de garantir a segurança do paciente e otimizar os desfechos quando essa complicação ocorrer.

Principais Descobertas

  • Methylene blue extravasated into a patient's hand and forearm during routine parathyroidectomy at a UK NHS Trust.
  • The case was managed clinically, with monitoring for tissue necrosis and compartment syndrome.
  • Comparison with published literature confirms methylene blue extravasation is rare but potentially injurious.
  • No standardised national UK guidance currently exists for managing methylene blue extravasation in surgery.
  • Authors call for formal protocols to ensure consistent, safe clinical response to this complication.

Metodologia

Este é um relato de caso de centro único descrevendo a experiência perioperatória de um paciente no Surrey and Sussex NHS Trust. Os autores complementam a narrativa do caso com uma revisão de casos publicados comparáveis para contextualizar as decisões de manejo. Nenhum coorte comparativo ou grupo controle está incluído.

Limitações do Estudo

Como relato de caso único, os achados não podem ser generalizados e representam apenas um cenário clínico e uma abordagem de manejo. O texto completo não estava disponível em formato XML, o que limitou a extração detalhada de dados clínicos, dosagens e métricas de desfecho. A base de evidências para o manejo ideal da extravasação de azul de metileno permanece limitada a pequenas séries de casos e relatos anedóticos.

Gostou deste resumo?

Receba as pesquisas de longevidade mais recentes na sua caixa de entrada toda semana.

Digite seu e-mail para assinar: